quarta-feira, 24 de outubro de 2007

À porta do mundo (filipa pais)



Ó lua faz-me uma trança
P’ra de dia desmanchar
Guarda-me a última dança
Quando o fio se acabar

Gosto de ver o teu rosto
Que a mil caminhos se presta
Para uma noite desgosto
Por uma noite de festa

Voltaria à tua terra
Por um mergulho de mar
Entre a cidade e a serra
Fica algures o meu lugar

Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p’rá vida

Se te fizeres ao caminho
Em horas de arrebol
P’ra fermentar o meu vinho
Traz-me um pedaço de sol

Vamos escrever uma história
Rever um filme a passar
Logo virá à memória
O que eu te queria dar

Será verdade ou mentira
Como um segredo roubado
Sou como a lua que gira
Hei-de dançar ao teu lado
Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p’rá vida

3 comentários:

wm disse...

descobri a importância da minha mão, e a importância de tratar bem de mim...
mas talvez não seja só isso que ela me quer transmitir... o seu interior continua a querer ver o mundo cá fora! Será que ela não percebe que tem que fechar para a poder levar a viver?

preciso mesmo de

pica disse...

sofia, sofia...
a tua mao ta melhor do que essa tua cabecinha...aiai

Unknown disse...

mas nada que o tempo nao cure...